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Há algum tempo assisti a uma palestra de um dos melhores nadadores de todos os tempos, Michael Phelps e, também, de seu técnico Bob Bowman. Em uma conversa franca e muito objetiva contaram em detalhes toda a trajetória, atuação e maneira de pensar do nadador que, sem dúvida, nasceu para esse esporte. Seu biótipo alto, uma envergadura significativa, com as articulações dos tornozelos sem precedentes e, aliado a uma flexibilidade nos pés, conseguindo dobrá-los na ponta mais que uma bailarina, constatando dessa forma que ele nasceu e foi feito para esse esporte!

Só com esses atributos ele seria colocado no pódio, como aconteceu. Ganhando quatro Olimpíadas em várias modalidades, e rendendo a ele o recordemundial, absoluto, de 28 pódios. Todavia, o que escutei foi muito além...

Eu já havia ouvido outros esportistas, de outras modalidades, mas nunca a dupla – atleta e técnico (coach).

Em uma sintonia de olhares, histórias e pontos de vista únicos, ambos enfatizaram a importância do sonho. Segundo Bowman, o sonho desperta o processo criativo, o que nos motiva a agir.

Escutando a dupla, e ao mesmo tempo analisando meus casos que, na maioria não são de desportistas e sim de altos executivos e jovens no delineamento de carreiras, fez sentido a explanação dos palestrantes. Em uma pesquisa interna na Caddan, os clientes que atendemos e obtiveram sucesso foram, sem dúvida, pessoas ditas comuns, e não necessariamente nascidas em famílias com boas condições financeiras, mas, aquelas que tinham metas em longo prazo e amavam chegar à ponta, ou seja, vencedores de seus propósitos e que puderam se distinguir por fazer a diferença.

A palestra foi uma comprovação do que constato diariamente no meu trabalho, do ponto de vista de ambos bem como a determinação presente. Phelps contou que a trajetória dele começou aos 11 anos de idade e que amava vencer, ou seja, sempre almejou ser o primeiro em tudo e o segundo lugar não lhe motivava de forma alguma.

Além de treinos desafiadores, em todos os sentidos, a dupla comentou de um trabalho intenso de relaxamento e visualizações que permitiram a Phelps ter um domínio maior sobre suas crenças, propósitos e mente.

Planejamento também foi algo muito debatido e enfatizado por ambos, pois isso foca e treina a mente.

Como trabalho com diferentes realidades no Brasil e em outros países, e junto com nossos clientes focamos nas metas e conquistas. Acredito que, sem equilíbrio mental, espiritual, emocional, energético e físico o trabalho fica comprometido, ou seja, não alcança a totalidade. Para mudar qualquer hábito precisamos ter o controle dessas áreas da vida. Por exemplo, quando se trata de visualização, Phelps usava dessa técnica em todas as provas antes de entrar na piscina, etapa por etapa, até alcançar o primeiro lugar, batendo a mão na raia de chegada.

Uma curiosidade, Phelps, com seus fones de ouvido tinha a sequência de músicas que havia escolhido e que o acompanhavam por todo o processo. Inclusive, fazia com que ele tivesse o controle da construção de hábitos saudáveis para sua trajetória, ou seja, o que mais importava era o caminho, pois, assim, poderia influenciar no resultado. Esse processo foi o que ajudou Phelps a perder o medo de perder. Natural e lógico pensar assim, pois ele conseguia dominar todo o processo com essa metodologia.

Achei muito importante essa explicação de como dominar um processo, e vindo da realidade do esporte para reforçar o que acredito e vejo com os executivos e jovens de sucesso na minha prática.

Houve uma evolução significativa na última década da neurociência. E o que foi veiculado pelo esportista técnico é perfeitamente explicado, pois reforça que o ensaio e domínio mental de toda e qualquer situação é fundamental para o sucesso. Segundo estudos, se o cérebro não consegue distinguir algo que é imaginado do que é real, podemos ter o controle do resultado. É confuso... Phelps afirma com sua trajetória que não é.

Segundo Bowman, esse exercício permite ensaiar nosso desempenho crítico centenas de vezes antes do evento real, de modo que a performance se torna automática, enfrentando desafios e a pressão e, consequentemente, com grandes chances de sucesso. Ter uma visão positiva/otimista é a chave!

Escutando Bowman, ficou ainda mais claro a justificativa para se ter alguém como um técnico, coach, orientador; seja você um esportista, executivo, estudante, pois a finalidade está em ajudar, inspirar e instigar a visualização, treinamento e alcance dos resultados.

E, eis uma constatação importante: Para ser um bom técnico, coach e aquele que estará do lado dessa pessoa que quer alcançar patamares maiores de desempenho, precisam entender de planejamento, visão de futuro e provocar reflexão, mudança de hábitos e estimular a visualização para se chegar lá.

Gostar do que faz é importante, mas, segundo Phelps, existem três pontos que devem ser considerados: sonhar, planejar e alcançar! Sonhe tão alto quanto possível, porque nossa mente é uma ferramenta muito poderosa. Planeje, pois escrever um plano ajuda muito a transformar um sonho em realidade. Quanto a alcançar, nunca temos todas as certezas que iremos vencer, mas, se houve preparo ao máximo não haverá motivos para não se pensar e visualizar essa realidade. Phelps, disse ter certeza que, se tivermos dedicação, energia e paixão, poderemos reverter todo e qualquer êxito para patamares ainda maiores. Sem dúvida, esse foi um evento de alto nível!

Até a próxima!!!

Daniela Leluddak tem como foco na carreira o desenvolvimento de pessoas e sistemas organizacionais. Atua há vários anos, como consultora, palestrante, colunista e Master Coach, em empresas de diversos segmentos no Brasil e no exterior. Para contato e outros artigos, acesse www.caddan.com.br.