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Práticas aliadas no desenvolvimento de pessoas, de executivos.

Trabalho com coaching há muitos anos e ainda é considerada uma das grandes tecnologias no trabalho e desenvolvimento com pessoas, em diversos sistemas, dentre eles os organizacionais.

Na prática tenho observado que muitos processos têm um bom desenvolvimento, isso para não usar o termo fantástico, das competências necessárias para o alcance das metas estipuladas no início do trabalho.

Todavia, nesses últimos cinco anos tenho aliado a esse trabalho a participação de profissionais de outras áreas, dentre eles os psicoterapeutas que complementam o processo com as pessoas, com os executivos. Introduzi essa prática, pois tenho percebido, também, que alguns profissionais, algumas pessoas tendem a não atingir seus objetivos na totalidade, pois desconhecem suas dificuldades e impasses emocionais muitas vezes enraizados, que os impedem de serem os melhores executivos e pessoas que poderiam ser.

Mesmo com todas as técnicas disponíveis e que devem ser utilizadas no processo de coaching, entendo que as questões emocionais mais resistentes devem ser abordadas através de outras linhas, como a psicoterapia realizada por psicoterapeutas e analistas.

Trago esse tema à tona, pois mesmo sendo psicoterapeuta, entendo não ser prudente atuar nessas duas frentes em um processo de coaching, por serem distintas. Mas é evidente, o nível de complexidade emocional que alguns executivos têm apresentado e que podem e devem ser melhor avaliados por outras linhas e profissionais.

Precisamos estar atentos nos processos de coaching aos sinais trazidos pelo coachee, retratando seu estado mental, emocional e espiritual para uma complementação, se for o caso. Acreditamos que o processo de coaching aliados à psicoterapia traz uma base fundamental para o executivo alcançar um auto desenvolvimento e atuar na vida pessoal e profissional usando todo o seu potencial.

Podemos dar vários nomes para esses problemas e impedimentos que temos deparado com os executivos nos processos de coaching, como: traumas, baixa autoestima e alto nível de stress reincidentes, dentre outros.

Em especial comento um caso de coaching para sucessão, que só teve o desenrolar adequado depois que ambos, sucessor (filho) e sucedido (mãe) realizaram um processo terapêutico. A eficácia do coaching após essa intervenção foi sem dúvida alguma comprovada, o que permitiu uma transição mais serena e equilibrada dentro da empresa para ambos os executivos e, também, com consequências positivas para suas equipes. Diante desse trabalho pudemos deixar claro para ambos os executivos os jogos familiares que estavam interferindo no processo organizacional, trazendo maior clareza para a mesa de negociação e transição.

Segundo Sofia Guimarães, psicoterapeuta e parceira da Caddan, o processo psicoterápico proporciona ao indivíduo que ele atue na vida de modo mais harmônico e com maior conhecimento da sua real individualidade e de sua trajetória até o momento e, dessa forma, facilitando uma melhor transição nos diversos cenários. Entendemos que em um processo como esse, o mesmo irá permitir ao profissional uma maior espontaneidade e liberdade para lidar com as adversidades. E, desta forma, impulsionando o indivíduo na direção de uma resposta adequada em novas situações, ou uma resposta nova a uma velha situação, mas fundamentada no real conhecimento de sua estrutura de personalidade e como essa se constituiu até o momento.

Hoje estamos comprovando com essa prática o que Mandred F. R. Kets de Vries trouxe como reflexão, há alguns anos, em um dos eventos da HSM/SP, em que comentava a necessidade de considerarmos a psicoterapia dentro das empresas. E que a psicoterapia poderia ajudar, e muito, a entender os impasses, inércias, indecisões, bloqueios e baixa produtividade presentes em alguns executivos, e que não podem ser tratados ou abordados apenas com processos de coaching, couselling, mentoring ou mesmo treinamentos direcionados.

Com esse artigo trago à reflexão para que nossa ótica possa ter um alcance maior na visão do que estamos nos deparando na atualidade, e que para maiores resultados devemos considerar novas e mais eficientes abordagens no momento daquele com quem estamos trabalhando, visando novas práticas e resultados ainda mais consistentes.

Até a próxima!

Daniela Leluddak é orientadora de carreira, palestrante e coach. Atua no mercado nacional e internacional e tem como foco na carreira profissional o desenvolvimento de pessoas. É diretora geral da Caddan Empresarial e também presidente da Caddan Brasil, uma associação civil de interesse público, focada na Orientação de Carreira. Para contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
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