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Ouço estas palavras constantemente, por isso parei para refletir um pouco sobre elas e lhe convido a esta reflexão.

Numa definição direta: Escutar é prestar atenção para ouvir alguma coisa, vai além, é você tornar-se ou estar atento para ouvir, é um processo mais ativo de interação com o outro. E o ouvir é perceber, entender (os sons) pelo sentido da audição, escutar.

Ao escutar, temos a possibilidade de perceber e entender o que está a nossa volta, sendo tão ou mais importante do que falar.

Ouvindo uma palestra dias atrás, o tema "saber ouvir" foi abordado, pois muitas vezes temos o impulso de falar em demasia, interrompendo o nosso interlocutor, o que nos impede de fazer uma análise, entendimento e interação mais específica e profunda com o outro.

Neste sentido, saber escutar caminha ao lado de saber falar. No entanto, é algo que exige muito treino, pois somos convidados, a todo o momento, a não escutar e sim, interromper o que o outro tenta nos transmitir e expressar.

Consultores têm este hábito e, muitas vezes, os médicos também. Contadores, atendentes em repartições públicas e privadas, também se manifestam desta forma.

Confesso que tenho uma tendência a generalizar situações como esta e é importante mencionar que não são todas assim, mas é algo que tem chamado minha atenção e a de muitos gestores no desenvolvimento de suas equipes.

Indo contra a generalização que mencionei acima, fazendo um exame de sangue estes dias, chamou-me a atenção uma enfermeira repassando orientação a uma senhora de mais idade. Esta senhora, por sua vez, com muitas dúvidas, era realmente ouvida pela enfermeira que, com muita paciência passava as instruções e sanava as questões existentes.

Observando a cena comecei a formular algumas questões como: de fato, saber escutar é passivo de treino? Esta enfermeira foi treinada? Quantas horas ela passou por treinamento ou orientação?

Perguntas como estas percorrem as empresas no sentido de melhorar seus gerenciamentos, atendimentos, enfim, o desenvolvimento dos negócios.

Saber escutar interfere significativamente nas relações interpessoais, pois exige que façamos opções conscientes em estar presente para o outro, de forma realmente solidária e sem preconceitos, com o intuito de buscarmos o entendimento.

Analisando o tema, a conclusão que tiro é a de que se trata de uma arte a ser dominada pelo homem, pois exige renúncia em darmos, necessariamente, espaço ao outro.

Saber escutar leva tempo, prática, persistência, determinação e muita paciência. É, de fato, uma das formas de interação que mantêm vivo o respeito e a consideração pelo outro.

Espero que você, como eu, possa exercitar o escutar com mais frequência, pois os negócios agradecem, bem como a humanidade.

Daniela Leluddak é palestrante, consultora, coach, orientadora de carreiras e colunista do Jornal Paraná Shimbun (Londrina) e da Oficina do Estudante (Campinas). Estudiosa da Filosofia Seiwajiuku a utiliza como um dos pilares em seu trabalho. É sócia-diretora da Caddan Empresarial (www.caddan.com.br) e presidente da Caddan Brasil (www.caddanbrasil.org.br) uma organização civil de interesse público.

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